Acordei com o sol batendo no rosto e a mente em torvelinho.
Ainda estava no quarto dele, na boate Verona. Enrolada nos lençóis de linho macio, com o cheiro dele impregnado em mim. No corpo. No travesseiro. No fundo da minha garganta.
Dante não estava ali.
Levantei, vesti minha roupa da noite anterior e caminhei devagar até a porta. Precisava sair antes que a loucura me engolisse por completo.
Mas o destino, mais uma vez, tinha outros planos.
No corredor, passei por uma porta entreaberta e, por