Saulo Prado
Eu me sentia bem.
Toda e qualquer preocupação parecia ter passado. Os Prados estavam me requisitando. Quem sempre me desprezou, agora precisava de mim. Cheguei cedo à empresa, vendo a movimentação habitual: profissionais apressados, celulares nos ouvidos, pastas nas mãos... e aquele elevador sempre disputado como se fosse o último refúgio de paz antes do caos do dia.
Subi sozinho pela escada, degrau a degrau. O corredor ainda silencioso. E, ao abrir a porta do escritório, dei de car