Angelina Garcia
Débora chorou. Falou. E eu apenas ouvi.
Foi diferente de quando eu estava naquele mesmo sofá, aos prantos, tentando entender como um homem com quem dividi quase trinta anos de vida podia simplesmente me trocar por uma mais nova. Uma que vivia jogando a bunda pro alto, com a casa sempre cheia de amigos, música alta e risos forçados.
Quando Débora despejou sua dor em mim, Saulo já havia ido embora fazia tempo. A babá ligava — Heitor precisava mamar — e ela se foi. Tudo seguiu norm