Angelina Ribeiro
Sentei-me no banco do carro, as mãos tremendo sobre o volante, incapaz de ligar o motor. O ar condicionado funcionava, mas não conseguia afastar o calor que subia pelo meu peito, aquele nó que apertava a garganta como se quisesse me sufocar.
Ele estava ali. Saulo. O mesmo homem que havia marcado minha vida de forma indelével. O mesmo que me fez sentir emoções que eu nunca soubera existir. Por cinco anos tentei me convencer de que ele tinha ficado no passado, que a vida seguiria