Angelina da Costa
Eu me sentia tensa.
O corpo ainda não tinha voltado ao normal. A garganta seca, as mãos suadas, e a cabeça... a cabeça fervilhava. Cada clique no teclado, cada sussurro dos investigadores, cada olhar trocado entre Débora e Saulo... tudo ficava ecoando dentro de mim como um aviso.
Quando eles foram embora, eu finalmente soltei o ar.
A "limpeza" nos computadores havia sido feita. Aparentemente, com sucesso.
Mas eu sabia que eles tinham tudo.
Tudo o que estava online.
Ao menos,