Saulo Prado
O meu sábado começou bem, sem dores de cabeça, sem febre, e com uma sensação deliciosa após ter conversado — ou melhor, excitado bastante — a secretária Angelina.
Escutar a sua voz dengosa, a respiração ofegante do outro lado, me dizia muito. O desejo de saber até onde iríamos parar me incendiava.
Mas isso parecia só ter continuação na segunda-feira. Até o meio-dia, ainda trabalhando no sábado de manhã, ela não apareceu — e só assim percebi que alguns não trabalham aos sábados.
Seri