Enlouquece

Saulo Prado

O meu sábado começou bem, sem dores de cabeça, sem febre, e com uma sensação deliciosa após ter conversado — ou melhor, excitado bastante — a secretária Angelina.

Escutar a sua voz dengosa, a respiração ofegante do outro lado, me dizia muito. O desejo de saber até onde iríamos parar me incendiava.

Mas isso parecia só ter continuação na segunda-feira. Até o meio-dia, ainda trabalhando no sábado de manhã, ela não apareceu — e só assim percebi que alguns não trabalham aos sábados.

Seria alguma ordem dos Prados? Sabatistas? Não parecia, afinal, abrir mão de um dia de trabalho, mas sair por aí fazendo filhos de variados tipos… não me parecia uma boa conjunção.

Saí do escritório quando recebi a mensagem de um contato diferente. Um pouco alheio a mensagens de mulheres — e pela foto, que não ampliei de início — pensei em não abrir imediatamente.

Depois da Tatiana, poderia vir a Tereza, a advogada do caso que encontramos na quinta. Eu fugiria daquela mulher como o diabo da igreja.

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