Saulo Prado
Acordei com o peso do corpo dela ainda quente ao meu lado. Angelina dormia profundamente, os cabelos vermelhos espalhados sobre o travesseiro, a respiração calma. Resisti à vontade de acordá-la com um beijo, ela precisava descansar. Deslizei para fora da cama com cuidado, esfregando o rosto para espantar os últimos vestígios do sono.
A casa estava quieta, só o barulho dos pássaros lá fora. O chão de madeira rangia sob meus pés enquanto caminhava em direção à cozinha. Cheirava a caf