Angelina Da Costa
A tarde já se alongava quando vi Ribeiro sair de casa. Da janela, acompanhei o cunhado carregando sua mala até o carro. Ele ergueu os olhos, como se soubesse que eu o observava dali de cima.
Senti-me uma camponesa aprisionada num castelo, e a casa de traços antigos mineiros só reforçava essa sensação.
O olhar dele me atravessou como um aviso.
Não desviei. Com Otávio aprendi que, às vezes, sustentar o olhar é a única forma de não demonstrar fraqueza. Mas Ribeiro não era Otávi