Saulo Prado
E eu me desabava ali, vendo meu pai esperar por uma resposta, uma explicação, uma desculpa. As lágrimas caiam, não só de dor, mas de ódio, de culpa, de impotência. Agora estava claro, eu era neto de um monstro.
- Aqueles vídeos, pai... aquele vídeo mostrava você. Não... não pode ser... você estava forçando aquela mulher, você estava... - As palavras se perdiam na boca de Fernando. O raciocínio falhava, a voz se quebrava. Ele olhou para Otávio, mas o velho permanecia intocado, impene