Saulo Prado
Entrei no escritório.
A porta se fechou de imediato atrás de mim, o barulho seco ecoando nas paredes escuras. Otávio Prado já estava instalado atrás da sua mesa larga, imponente, tão antiga quanto ele. O couro da cadeira rangia com o menor de seus movimentos.
- Então, me conte... como anda o escritório? - a voz saiu arrastada, mas carregada de autoridade.
Sentei na poltrona de madeira, o estofado rígido, desconfortável de propósito. Ele me olhava fixo, como se pudesse arrancar de mi