Narrado por Léa
Colocar Luc para dormir foi quase um ritual silencioso. Eu e Zeus lado a lado, ajeitando o cobertor, observando o peito pequeno do bebê subir e descer num ritmo que me dava paz. Ele não disse nada, mas percebi o modo como seus olhos demoraram demais em cada detalhe — como se guardasse a memória daquele momento na própria pele. Fechamos a porta devagar e, quando me virei para o corredor, Zeus já caminhava.
— Vem. — disse apenas, sem olhar para trás.
Segui-o até a sala de jantar.