Narrado por Léa
Luc já dormia no meu colo quando ouvi os passos se aproximando. Não eram passos de empregados. Não eram de Ares. Eram dele. Pesados, certeiros, como se cada batida da sola da bota carregasse uma decisão.
O coração disparou. Eu tentei respirar fundo, mas o ar parecia não caber nos pulmões. Me virei rápido, colocando Luc de volta no berço, ajeitando o cobertor com dedos trêmulos. Queria parecer calma, mas meus olhos ainda ardiam das lágrimas.
A porta se abriu devagar, sem pressa.