Narrado por Zeus Marino
O parque naquela tarde parecia uma ilusão de calma: caminhos forrados de folhas douradas, crianças correndo ao longe, o latido ocasional de algum cão. Andávamos lentos, Léa empurrando o carrinho, Luc enrolado num cobertor, a respiração do menino um metrônomo que, por algum motivo, me acalmava. Tinha prometido a mim mesmo que hoje seria só isso: um passeio. Um respiro antes do próximo contrato, da próxima pressão.
Ela falou alguma coisa sobre Paris — um detalhe pequeno, s