Narrado por Violeta
A primeira vez, achei que era coincidência.
Um homem de jaqueta preta, parado na esquina da farmácia, fingindo mexer no celular.
Na segunda, senti um arrepio.
O mesmo homem, agora parado em frente à padaria, me observando disfarçadamente pelo reflexo do vidro de um carro.
Na terceira, meu corpo congelou.
Eu não estava mais sozinha.
Peguei os remédios da minha mãe e saí com o coração disparado.
Olhei pra trás com naturalidade, ou pelo menos tentei e lá estava ele.
Mesma roupa