A floresta parecia viva ao redor de Ana e Adam, como se cada árvore os observasse, cúmplices silenciosas de uma fuga desesperada. Os sons da noite – corujas, folhas sendo pisadas, o farfalhar do vento entre os galhos – misturavam-se ao eco do próprio medo. Ana ainda sentia o gosto do pânico na boca, a respiração descompassada, a garganta seca e o coração tão acelerado que parecia prestes a rasgar o peito.
Adam caminhava à frente agora, atento, os olhos vasculhando a escuridão como um animal feri