A sala de interrogatório do FBI cheirava a café velho, desinfetante barato e medo. Marco, o gerente do Éden, estava sentado na cadeira de metal, as mãos algemadas à mesa. Seu terno caro estava amarrotado, e um fino suor brilhava em sua testa sob a luz crua do neon. Ele tentava manter uma pose de desafio, mas seus olhos, esbugalhados e cheios de pânico, traíam-no.
Do outro lado da mesa, Érica Ryes observava em silêncio, seus dedos entrelaçados. Eu estava ao seu lado, encosta