A sala de interrogatório do FBI cheirava a café velho, desinfetante barato e medo. Marco, o gerente do Éden, estava sentado na cadeira de metal, as mãos algemadas à mesa. Seu terno caro estava amarrotado, e um fino suor brilhava em sua testa sob a luz crua do neon. Ele tentava manter uma pose de desafio, mas seus olhos, esbugalhados e cheios de pânico, traíam-no.
Do outro lado da mesa, Érica Ryes observava em silêncio, seus dedos entrelaçados. Eu estava ao seu lado, encostado na parede, os braços cruzados. Minha presença ali não era apenas como consultor. Era uma mensagem. O rato que Dante subestimara agora observava seu mundo desmoronar, um elo de cada vez.
— Marco — a voz de Érica era plana, cortante como um bisturi. — Seu clube era uma lavanderia. Seus livros contábeis são uma piada de mau gosto. Você está enfrentando uma sentença que vai durar mais que essa sua jaqueta de couro ridícula.
— Não sei de nada — ele rosnou, a voz trêmula. — Só ger