Três dias se passaram desde o ataque ao Éden. O ritmo no departamento havia se estabelecido em um novo normal, um frenesi constante de análise de evidências, relatórios e planejamento para o próximo movimento. A sala da força-tarefa era um caos organizado, com paredes cobertas por fotos, mapas e linhas de conexão coloridas. No centro de tudo, uma foto de Dante Rossi, seus olhos frios desafiando qualquer um que o encarasse.
Eu estava diante desse quadro, os braços cruzados, imóvel. Meus olhos não estavam em Dante, mas vagavam sobre os nomes e locais, conectando mentalmente cada fio à única coisa que importava. Ela. Onde ela se encaixava nisso tudo? Onde estaria se escondendo?
O cheiro de café velho e ar condicionado era o mesmo de sempre, mas agora parecia opressivo. O som das teclas sendo digitadas, dos sussurros dos agentes, tudo era um ruído de fundo insignificante. Eu estava lá, mas minha mente estava em outro lugar. Nas sombras de um chalé. Nos olhos violeta que me assombravam.
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