A sala era fria. Não o frio úmido dos túneis, mas um frio seco e vítreo que parecia emanar das próprias paredes. Ou, no caso, dos incontáveis espelhos que as compunham. Eles se estendiam até onde a vista alcançava, refletindo não uma sala, mas um infinito labirinto de mim mesmo.
Danika, com seus olhos violeta impiedosos, havia dado as instruções com a frieza de um cirurgião. "Encontre o espelho que não reflete nada."
A porta de ferro fechou-se atrás de mim com um clique final. O silêncio er