O beijo ainda era uma brasa viva nos meus lábios, e o mundo fora daquele quarto havia se dissolvido em uma névoa dourada. Os dedos de Leo – não, de Ryan – traçavam círculos hipnóticos na palma da minha mão, uma âncora silenciosa no mar de verdades que acabáramos de despejar um sobre o outro. A paz era uma coisa frágil, recém-nascida, e eu respirava devagar para não a assustar.
Abri a boca para dizer… o quê? Que estava com medo? Que aquela frágil verdade entre nós me aterrorizava