A madeira do relógio de pêndulo era escura e imponente, uma sentinela silenciosa encostada na parede mais sombria da biblioteca do avô. Não era um relógio qualquer; era uma peça de museu, intrincada, com gravuras de lobos e raposas correndo em uma floresta estilizada ao redor do mostrador de números romanos. O pêndulo, um disco de latão pesado e polido, estava imóvel. Parado no tempo. Como eu.
O manual aberto no chão ao meu lado era um emaranhado de linhas e ins