Mundo de ficçãoIniciar sessãoO quarto cheirava a naftalina e flores murchas. Um santuário preservado em âmbar e poeira. E no centro, pendurado na frente do espelho empoeirado da minha mãe, estava um vestido.
O vestido era de um preto tão profundo que engolia a luz, mas que, ao menor movimento, cintilava em rubi e violeta das jóias escondidas na trama do tecido. O corpete era justo, costurado em cetim, cravejado com minúsculas contas de ônix que formavam a silhueta de raposas em fuga da cintura até o busto. As m






