O corredor até a UTI pareceu interminável. O som da própria respiração por trás da máscara lhe parecia sufocante, mas nada poderia prepará-lo para o que viu ao entrar.
Svetlana estava ali, frágil e pálida, cercada por máquinas que apitavam num ritmo constante, monótono, quase cruel. Um tubo respiratório cobria sua boca, forçando o corpo a fazer o que já não conseguia sozinho. Os pulsos finos repousavam sobre o lençol branco, com cateteres intravenosos atravessando a pele como agulhas de cristal