O convite para a Vernissage de Arte Contemporânea chegou com um cartão creme, letras gravadas em baixo-relevo e um detalhe dourado na borda — o tipo de coisa que cheira a dinheiro antigo e silêncios bem pagos. A assinatura no rodapé veio como uma apresentação teatral: Marcus Langford, Curador.
Eu já ouvira o nome — às vezes como elogio, às vezes como maldição. Diziam que ele transformava salas vazias em confissões públicas e que seu gosto por escândalos discretos era tão afiado quanto sua habil