A cidade parecia respirar diferente naquela madrugada.
Depois da destruição do espelho, Londres tinha o silêncio suspenso de quem acabara de assistir a algo que não entende, mas sente.
Chovia leve, mas constante, e o vento trazia o cheiro de tinta molhada das ruas — um perfume estranho de limpeza e confissão.
Caminhamos sem falar.
Thomas ao meu lado, mãos nos bolsos, a respiração controlada demais para ser natural.
Ele estava se contendo — e eu sabia: o controle era o último refúgio de um