A luz da manhã entrou por entre as cortinas como uma lâmina fina.
Não iluminava — cortava.
Levantei devagar, como quem desperta com metade do corpo próprio e a outra metade pertencendo a algo que não sabe nomear.
O apartamento estava silencioso demais, o tipo de silêncio que não é ausência de som, mas presença de algo que observa.
Thomas dormia no sofá, exausto, o rosto marcado pelo medo que sentira horas antes.
Aquela expressão — mistura de amor e terror — ficou presa na minha mente.
O terror