A manhã seguinte chegou tão silenciosa que parecia suspeita.
Nenhum vento.
Nenhum som de rua.
Nenhum ruído do prédio.
Apenas a luz — uma luz branca demais, límpida demais, como se alguém tivesse lavado Londres com neve líquida.
Acordei sentindo o corpo leve… leve demais.
Como se parte de mim tivesse passado a noite em outro lugar.
Thomas estava sentado na beira da cama.
Não dormira.
Os olhos tinham aquele vermelho de quem chorou sem fazer barulho.
— Sarah… — a voz dele era quase um sussurro — v