No primeiro dia, a presença dela era apenas isso — presença.
Um peso no fundo da mente, uma sombra atrás dos pensamentos, uma respiração a mais dentro do meu peito.
No segundo dia, ela começou a sentir por mim.
E no terceiro, ela começou a agir.
Mas naquela manhã, quando acordei com a luz cinzenta filtrando pelas cortinas, ainda havia a ilusão de que eu era a única dentro do meu corpo.
Por alguns segundos.
Levantei da cama devagar, cada músculo consciente demais do próprio movimento.
A cozinha