A noite estava carregada demais para ser só noite.
Havia algo na escuridão que vibrava com a mesma frequência do sangue.
Selena se deitou tensa no chão do santuário, o ventre nu, as runas queimada nas pedras ao redor pulsando luz fraca.
O ritual de contenção começara — um feitiço antigo que não servia para proteger, mas para segurar o que queria sair.
Mirka estava ao lado, olhos injetados. Suor escorria da testa.
As raízes no teto tremiam.
Selena, porém, não sentia medo.
Sentia fome.
Desejo.
E