Quando Selena acordou, a luz já invadia o acampamento como navalhas. A dor no corpo era a boa — aquela que vinha depois do prazer descontrolado, da luxúria crua. Mas havia outra também.
Uma dor interna.
Mais silenciosa.
Como se algo tivesse se remexido em suas entranhas durante a noite… e tivesse gostado.
Ela se sentou, nua, os cabelos desgrenhados grudando nas costas suadas. O cobertor estava jogado longe, o corpo ainda latejando com o toque de Rurik. Mas o calor dele já não estava ali.
— Ruri