Dherun não era uma cidade. Era uma cicatriz aberta na terra.
Quando Selena e Rurik cruzaram os portões corroídos, o que viram não era feito de pedra ou madeira. Era osso, poeira e sombra. As construções pareciam derretidas, como se tivessem sido moldadas por mãos humanas e depois rearranjadas por algo muito mais antigo — e muito menos preocupado com lógica.
A cidade cheirava a ferrugem. A corpos enterrados há milênios. A dor que se recusa a apodrecer.
— Sabe o que dizem sobre Dherun? — mur