No bosque onde o tempo parecia não alcançar, havia uma clareira viva — não de flores, mas de memória.
Ali, não se erguia estátua alguma.
Nem altar.
Nem templo.
Apenas uma pedra baixa, enterrada até a metade, com palavras entalhadas de forma simples:
“Ela foi o fogo.
E escolheu arder.”
A menina caminhava entre as árvores com passos firmes demais para sua idade. O cabelo era escuro, rebelde, como se a noite tivesse sido costurada em fios. Carregava no pulso esquerdo a mesma marca — a espiral de r