A sala era escura, tons creme, preto, baixa iluminação.
Entrei de vagar, o corredor estava iluminado por uma porta aberta, a luz saia forte de lá.
Suspirei fundo.
Eu... Vim mesmo parar aqui?
A incredulidade me tomou, mas já estava lá. Talvez... Só talvez o que eu planejava funcionaria, e eu já tinha o não, só precisava ir em busca do sim só isso.
E ele me deve isso! Eu só entrei nessa loucura toda por causa do jeito idiota dele.
Ou ele faz o que eu quero ou eu não caso e ele fica sem o que os pais dele deixou pra ele.
Puxei o ar profundo, levantando uma armadura que nem sabia se tinha.
E entrei no quarto antes chamando seu nome:
— Gabriel?
Ouvir movimentos, mas assim que meus pés atravessaram a porta, ainda falando, paralisei:
— Os planos mudaram, eu não quero que vá morar na...
E lá estava...
Uma mulher se cobrindo com o lençol da sua cama, assustada.
Meus pés travaram.
A respiração sumiu. Por alguns segundos todas os pensamentos silenciaram e só ouvir o som do meu coração bat