— É... Desculpa, eu não deveria entrar assim.
A voz dela veio com tremor, ela virou as costas e saiu pela porta me deixando perplexo.
Olhei pra sara na cama que estava com o mesmo choque.
— Fica aí!
Disse pra ela saindo do quarto atrás de Lara que estava indo em direção a porta nervosa.
— Espera, Lara!
Ela parou de andar, travou os pés no chão, baixou o olhar, como se tivesse ultrapassado um limite invisível, não meu, mas dela mesma.
— Desculpa…
repetiu, baixo.
— Eu não devia ter vindo.
E então virou de frente pra mim.
— Foi um erro.
disse, ainda sem me encarar.
— Não precisava disso.
Passei a mão no rosto, sentindo o rastro da água do banho ainda escorrendo pelo maxilar, pelo peito. A toalha frouxa na cintura, o chão frio sob meus pés. Tudo errado. Tudo fora de lugar.
— O que você está fazendo aqui, Lara?
perguntei.
— Como você soube onde eu moro?
Os olhos dela me encararam por inteiro. Pararam no meu rosto por um segundo e desceram rápido demais, como se tocar em mim com o ol