LARA:
DIAS DEPOIS:
Percebi que o hospital tinha mudado quando não senti o peito apertar ao atravessar as portas de vidro.
Não era o lugar.
Era eu.
Segurei a mão do Gabriel com naturalidade, como se aquilo sempre tivesse sido simples.
Ele me apertou de leve os dedos, um gesto silencioso de “estou aqui”, e caminhamos até a sala de espera.
Não havia pressa.
Não havia urgência.
Pela primeira vez, eu não me sentia uma visitante temporária da própria vida.
Cristian nos recebeu com um sor