Voltei pra casa com ele em silêncio.
Não era um silêncio confortável.
Era desses que a gente sabe que vem muitas perguntas depois.
Um silêncio cheio, que fazem apertar o peito e a gente medir até a própria respiração.
Eu não queria ter que enfrentar uma nova tentativa.
Não queria encher meu peito de esperanças, pra no fim só jogar mais anos fora.
E o Gabriel...
Ele era perfeito pro que eu queria.
Alguém que não liga pra mim, que não mede as palavras, que nem cuida de nada, quem dirá, cuidar de mim.
Eu só precisava mesmo de alguém que me deixasse solta, só isso... Livre.
...
Saimos do seu carro e fiz o mesmo percurso que fiz sozinha, só que agora com ele.
Assim que entramos, meus olhos correram rápido pelo apartamento.
Um reflexo automático.
Como se eu ainda esperasse encontrar aquela moça ali.
— Ela não mora aqui. Relaxa.
ele disse, me reparando.
Senti o alívio vir misturado com vergonha. Um nó estranho no estômago.
— Eu sinto muito… mesmo.
falei, a voz mais baixa do que eu pre