Protegido pelo saco branco.
Passei a mão sobre o tecido, devagar, com carinho.
Sorri.
Eu sabia que não viveria aquilo de
verdade.
Mas por alguns instantes…
eu podia fingir.
Sonhar.
E às vezes, sonhar era tudo o que o tempo ainda me permitia.
Dormir um pouco e acordei próximo a hora do jantar. Tomei um banho e vestir um vestido solto.
Peguei o celular e mandei mensagem pro Cris:
" — Cris, vou descer pro jantar, você já está pronto? Já estou descendo."
Ele respondeu quase na mesma hora:
" — Estou aqui embaixo com seus pais."
Ue... Já?
Respirei fundo antes de entrar na sala de jantar, ajeitei o cabelo, vesti o sorriso que todos esperavam de mim.
Aquele sorriso que dizia está tudo bem, mesmo quando não estava.
Eles me olharam todos de uma vez.
A forma como eles estavam, me fez tencionar o corpo rapidamente.
— Que bom que desceu agora...
minha mãe disse, feliz demais.
— Estávamos falando de você.
Cristian me olhou.
E naquele olhar eu soube. Eu sempre sentia quando tudo recomeçaria.