O chalé estava silencioso demais depois que Lucas se foi. O som do motor da moto ainda ecoava em algum canto da minha mente, misturado com a imagem de Zeca parado ali, com aquele olhar que me atravessava como faca quente em manteiga.
Fechei a porta com cuidado, larguei os tênis ao lado do tapete da entrada e fui direto para a cozinha. Peguei um copo d’água como quem procura alguma âncora no mundo físico. Não funcionou.
Tudo estava quieto, e eu odiava esse tipo de silêncio — aquele que não era p