Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla achava que era o destino. Ele sabia que era uma emboscada. Aléxia é uma arquiteta talentosa e obstinada, focada em crescer na carreira e acostumada com o caos da cidade grande. Quando seu mundo parece desabar no dia da reunião mais importante da sua vida, Dominic surge como o perfeito bom samaritano: um homem misterioso, absurdamente charmoso, de terno impecável e com um magnetismo perigoso. Para Aléxia, aquele encontro foi o acaso mais lindo da sua vida. O início de um conto de fadas com o homem dos sonhos que parece adivinhar cada um dos seus desejos, ler seus pensamentos e frequentar os mesmos lugares que ela. O que ela nem desconfia é que Dominic não é um príncipe encantado. Ele é o CEO implacável de um império de segurança e tecnologia, um homem frio e calculista que mapeou cada passo dela. O café perfeito com aroma de canela, os esbarrões "casuais" na sexta-feira à noite... nada foi destino. Tudo foi milimetricamente planejado por uma mente obcecada. Enquanto Aléxia se entrega a uma paixão avassaladora, ela puxa a cadeira para o seu próprio predador, sem saber que já está presa no centro de uma teia. Ela se apaixonou por um personagem. Mas o que acontecerá quando as garras do lobo finalmente se revelarem? Um Dark Romance viciante sobre as linhas borradas entre o amor e a obsessão, onde o perigo tem o gosto mais doce do mundo.
Ler mais(Ponto de Vista Dele)
A maioria das pessoas acorda e deixa o dia acontecer. Elas acreditam em sorte, em destino, em coincidências. Coitadas. O destino é uma força preguiçosa; se você quer que algo saia perfeito, você mesmo precisa desenhar a realidade.
E eu passei os últimos dois meses desenhando a minha. Mais especificamente, desenhando o dia de hoje.
Eram 07:42 da manhã quando estacionei a duas quadras do prédio dela. O sol já estava forte, o trânsito da cidade começava a virar aquele inferno barulhento de sempre. No banco do passageiro, havia um copo térmico com o café exatamente do jeito que ela gosta: duplo, com um toque de canela e quase nada de açúcar. Eu sabia disso porque prestei atenção nas últimas três semanas, observando-a na cafeteria perto do trabalho. Ela acha que eu nunca a vi. Mal sabe ela que eu vejo tudo.
Às 07:50, o celular no meu painel vibrou com o alerta do aplicativo de rastreamento que instalei no celular dela na semana passada, enquanto ela pegava as chaves na bolsa na balada. Ela estava saindo do elevador.
Cortei o motor do carro e esperei. Três minutos depois, ela cruzou a portaria. Estava linda, com aquele terno cinza que ressalta a postura imponente dela, o cabelo preso em um coque firme. Ela andava rápido, checando o relógio de pulso. Estava atrasada. Perfeito. Tudo conforme o combinado.
Ela apertou o controle do alarme do carro dela. As luzes piscaram. Ela puxou a maçaneta, entrou e deu a partida. Eu conseguia prever cada movimento.
Um segundo. Dois segundos. Três segundos.
A porta do motorista se abriu num solavanco. Ela saiu do carro, os ombros caídos, e andou até a parte traseira. Olhou para o pneu traseiro direito. Completamente murcho.
Eu sorri no escuro do meu carro, passando o polegar pelo canivete tático que estava no meu bolso. Eu tinha feito aquilo às quatro da madrugada, com o maior cuidado do mundo para que o ar saísse devagar, garantindo que ela só percebesse na hora de sair. Não era maldade. O carro dela estava com a pastilha de freio gasta, eu tinha visto dias atrás. Ela podia sofrer um acidente naquela avenida perigosa. Eu só estava protegendo a minha garota de si mesma. Eu era o escudo dela, ela só não sabia ainda.
Vi quando ela pegou o celular, irritada, provavelmente tentando abrir um aplicativo de corrida. Era a minha deixa.
Liguei o motor, engatei a marcha e saí da vaga. Dirigi calmamente até a frente do condomínio dela. Diminuí a velocidade bem na frente de onde ela estava, com o rosto franzido de frustração na calçada.
Abri o vidro do passageiro. O calor da rua invadiu o ar-condicionado do meu carro.
— Problemas com o pneu? — perguntei, deixando um sorriso simpático e levemente preocupado surgir no meu rosto. Eu treinei esse sorriso no espelho por dez minutos hoje de manhã. Estava impecável. O tom de voz exato de um bom samaritano.
Ela olhou para mim, surpresa, piscando os olhos castanhos que me assombravam há meses.
O esbarrão perfeito. A mentira perfeita. Nossa história estava oficialmente começando.
As paredes de concreto bruto do galpão pareciam reter todo o calor daquela tarde, transformando o espaço imenso em uma panela de pressão. Dominic deu mais um passo, diminuindo a distância entre nós para apenas alguns centímetros. O aroma de canela e a eletricidade que emanava do corpo dele atingiram meus sentidos como uma onda de choque.— Meu orgulho está perfeitamente intacto, senhor Vance — respondi, forçando a minha voz a manter a calmaria, embora meu coração estivesse batendo tão forte que eu tinha certeza de que ele podia ouvir. — Ao contrário do seu, que parece não aceitar o fim de um contrato de fantasia.Dominic soltou uma risada rouca, um som perigoso que ecoou pelo galpão vazio. Antes que eu pudesse prever, a mão grande e firme dele se envolveu em minha cintura, colando o meu corpo ao dele com uma força possessiva que me tirou o fôlego. O calor da pele dele através da camisa escura me queimou.— Pare de me chamar assim — ele exigiu, o tom de voz caindo para um sussurro áspe
(POV Dominic)Arremessei o copo de cristal contra a parede da minha cobertura executiva, assistindo ao uísque caro escorrer pelo mármore importado junto com os estilhaços. Eu estava possesso. Ninguém — absolutamente ninguém — me dava as costas daquele jeito. Ninguém me tratava como um mero fornecedor descartável.O cheiro do perfume dela ainda pairava no ar da sala, mas a cadeira onde Aléxia estava sentada há poucos minutos agora parecia um monumento à minha frustração. Eu esperava que ela jogasse na minha cara a mentira, que me cobrasse explicações, que chorasse de raiva. Mas aquela frieza profissional? Aquele olhar que me tratava como um completo estranho? Aquilo estava me corroendo por dentro. E o pior de tudo: estava me deixando completamente doente de desejo por ela.Peguei o interfone e disquei para a segurança privada da holding.— Quero o itinerário completo da arquiteta Aléxia para os próximos três dias — ordenei, com a voz gélida. — Reuniões, visitas a canteiros de obras, re
( Ponto de vista dela )O relógio do painel do elevador privativo da Vance Enterprises marcava exatamente duas da tarde quando as portas espelhadas se abriram no último andar. Eu havia passado os últimos três dias ensaiando cada palavra, cada expressão e, acima de tudo, blindando o meu coração. Dominic achava que o dinheiro e o poder dele me fariam cair de joelhos, mas eu ia provar que ele estava muito enganado.A secretária me guiou até a imensa porta de madeira maciça. Ao entrar, o cenário era exatamente o reflexo dele: minimalista, imponente, frio e intimidador. Dominic estava de pé, perto da parede de vidro que dava vista para toda a cidade, segurando uma pasta. Quando me viu, ele exibiu aquele sorriso de lado que, no final de semana passado, teria feito minhas pernas tremerem.Hoje, só me dava náuseas.— Aléxia. Pontual como sempre — ele disse, a voz aveludada ecoando pela sala imensa enquanto ele caminhava na minha direção. — Sente-se. Quer um café? Um vinho?— Apenas água, por
( Ponto de vista dela )A cabine trancada do banheiro feminino da agência parecia o único lugar seguro em um raio de quilômetros. Apoiei as costas contra a porta, fechei os olhos e respirei fundo, sentindo o ar queimar meus pulmões. Minhas mãos ainda tremiam, mas não era de medo. Era de puro, genuíno e incontrolável ódio.Aquele desgraçado. Aquele mentiroso calculista.Lavei o rosto com água fria, encarando meu reflexo no espelho. Meus olhos estavam vermelhos, mas eu me recusei a deixar uma única lágrima cair. Dominic Vance achava que tinha comprado uma boneca para o seu teatro particular, mas ele havia cruzado o caminho da mulher errada. O problema era que ele tinha o controle do meu sustento. Se eu me demitisse ou fizesse um escândalo, meu diretor destruiria a minha carreira no mercado de arquitetura antes mesmo que eu pudesse recolher minhas coisas. Eu estava presa por um contrato de milhões.Peguei meu celular. Havia uma nova mensagem dele no aplicativo de mensagens, enviada logo










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