Mundo de ficçãoIniciar sessãoPONTO DE VISTA DELE
Sentar na frente de Aléxia e fingir surpresa foi a parte mais fácil de toda a minha semana. Eu passei os últimos dias rastreando os passos dela, decorando seus horários e descobrindo o nome daquele restaurante italiano pequeno que ela tanto gostava. O cheiro de manjericão e o vinho do lugar não faziam o meu estilo, mas ver a forma como os olhos dela brilharam quando me viu ali, vestindo exatamente a camisa escura que a agradava, fez cada segundo de espera valer a pena.
— Ainda não consigo acreditar que te encontrei aqui, Aléxia — menti, apoiando os cotovelos na mesa e olhando bem no fundo dos olhos dela. Eu sabia exatamente o efeito que o meu olhar causava nela.
— Acho que as coincidências são mesmo astutas — ela respondeu, dando um gole no vinho para tentar disfarçar o nervosismo. Ela estava caindo como uma luva na minha teia.
Durante o jantar, eu fui o homem perfeito. Concordei com cada opinião dela, fiz as perguntas certas e fingi que tínhamos os mesmos gostos e os mesmos sonhos. Cada risada que ela dava era uma pequena vitória para o meu plano. Aléxia achava que estava conhecendo sua alma gêmea, mas eu estava apenas entregando o personagem que ela queria ver.
Quando a garrafa de vinho chegou ao fim, a energia entre nós mudou. O clima ficou pesado, elétrico. Era a hora de avançar o próximo passo.
Estiquei a mão por cima da mesa e toquei os dedos dela. Senti a respiração dela falhar na mesma hora. Comecei a acariciar a pele macia da sua mão com o meu polegar, de um jeito lento, mas possessivo o suficiente para ela entender que eu mandava ali.
— Você é ainda mais bonita sob as luzes baixas, Aléxia — sussurrei, deixando a minha voz bem grave e rouca.
— Dominic... — ela murmurou, completamente desarmada, com as bochechas coradas pelo álcool.
— Eu não quero que essa noite termine aqui — cortei com suavidade, me aproximando um pouco mais. — Deixe-me te levar para casa.
O caminho no carro foi tomado por um silêncio sufocante de desejo. Eu fingia olhar apenas para a estrada, mas pelo canto do olho, via as mãos dela apertando a alça da bolsa, ansiosa pelo que viria a seguir. Eu estava controlando cada reação dela.
Assim que estacionei na frente do prédio dela, não esperei por despedidas educadas. Soltei o meu cinto de segurança, segurei a nuca dela com uma força firme e puxei o seu corpo para perto, colando nossos lábios com urgência.
O beijo foi intenso, dominante. Usei a língua com força, deixando ela sentir o gosto do uísque que eu tinha bebido de propósito para provocá-la. Aléxia soltou um gemido baixo na minha boca e agarrou meus ombros, me puxando ainda mais para si. Minhas mãos desceram para a cintura dela, apertando sua pele com uma possessividade que eu não fazia mais questão de esconder.
Ela estava viciada. Totalmente apaixonada pelo Dominic que eu havia criado. E enquanto ela se entregava desesperadamente ao meu toque no banco daquele carro, eu sorria por dentro. Ela já era minha, e não tinha a menor chance de escapar.







