( Ponto de vista dela )O sábado de manhã amanheceu com uma luz mansa que invadia a fresta da cortina do meu quarto, mas a calmaria do dia contrastava inteiramente com a tempestade que ainda ditava o ritmo dos meus batimentos cardíacos.Eu estava estática, deitada de barriga para cima, encarando o teto. Minhas pontas dos dedos subiram involuntariamente até os meus lábios. Eles ainda pareciam anestesiados, ligeiramente inchados da noite anterior. Se eu fechasse os olhos, ainda conseguia sentir a pressão exata da mão grande e firme de Dominic espalmada na minha nuca, puxando-me para ele dentro daquele carro de luxo com uma urgência que baniu qualquer faísca de despedida educada.Foi um beijo que não pediu licença. Foi dominador, quase um aviso silencioso de que, uma vez que eu cruzasse aquela linha, não haveria caminho de volta. E o pior de tudo? Eu não queria voltar.Balancei a cabeça, tentando afastar o turbilhão de pensamentos, e me levantei. Como arquiteta, eu costumava ser a pessoa
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