Mundo ficciónIniciar sesiónMeu Chefe, Meu Pecado Serena Bennett jurou nunca mais se envolver com homens poderosos. Mãe solteira, determinada e acostumada a lutar sozinha, ela só queria proteger sua filha e reconstruir a própria vida. Mas tudo muda quando ela cruza o caminho de Enzo Velmont. Bilionário. Arrogante. Irresistível. O homem que deveria ser apenas seu chefe se torna sua maior tentação. Entre segredos, mentiras e uma paixão impossível de controlar, Serena e Enzo mergulham em um romance intenso que desafia todas as regras. Porém, quando verdades enterradas por décadas vêm à tona, eles se veem no centro de uma guerra perigosa envolvendo máfias, traições e vinganças. Separados pelo destino, unidos por um amor que se recusa a morrer, eles precisarão enfrentar inimigos poderosos e descobrir se alguns sentimentos são realmente capazes de renascer das cinzas. Porque às vezes o maior pecado não é amar... É sobreviver sem quem se ama. 🔥 Tropes: • Chefe x Funcionária • Bilionário Possessivo • Mãe Solteira • Slow Burn • Segunda Chance • Máfia Italiana • Segredos de Família • Identidade Secreta • Amor Proibido • Ele se apaixona primeiro • Ela é o ponto fraco dele • Reencontro
Leer másPOV Serena
O ventilador da sala faz mais barulho do que vento. Observo a parede descascando perto da janela enquanto faço contas mentalmente. Aluguel. Luz. Escola da Olívia. Supermercado. Respiro fundo. Não é desespero. É cansaço. — Você vai furar o teto de tanto encarar — Aurora diz, jogando o celular no sofá ao meu lado. Minha prima não sabe falar baixo nem quando o mundo está desmoronando. — Eu estou pensando. — Pensando ou surtando em silêncio? Lanço um olhar atravessado. Ela se aproxima, cruza as pernas no sofá pequeno demais para nós duas e segura minha mão. — Me ouve. Essa vaga é perfeita. — Trabalhar na casa de um bilionário desconhecido, morando lá dentro? Perfeita onde? Aurora revira os olhos. — Serena, é salário alto. Quarto incluso. Segurança. Escola melhor para a Olívia. Você precisa disso. Eu sei. Mas depender de alguém outra vez me assusta. Depois de Oliver, prometi que nunca mais pisaria em um ambiente onde não tivesse controle. — E se ele for insuportável? — Homens ricos geralmente são — ela dá de ombros. — Mas você não vai casar com ele. Vai cuidar da criança. Dou um meio sorriso. — Você fala como se fosse simples. — Porque é simples. Você está com medo de recomeçar. A palavra pesa. Recomeçar. Olho para o quarto onde Olívia dorme abraçada ao urso que já perdeu a costura em uma das patas. Ela merece mais. Muito mais. — A entrevista é amanhã — Aurora continua. — Pelo menos vai. Silêncio. Talvez seja isso. Ir. Tentar. Respirar. — Eu vou. Aurora abre um sorriso vitorioso. — É a minha garota. Ela vai para o banheiro tomar banho. Aurora mora comigo desde que Oliver me abandonou. É minha rede de apoio. Minha família escolhida. Meu celular apita. Pego o aparelho e vejo um aplicativo que não reconheço. Franzo a testa. — Aurora! — grito. Ela vive tentando me arrumar namorado. Diz que não querer casamento não significa virar freira. Ela aparece correndo pelo corredor, enrolada na toalha. — Que grito foi esse? — pergunta, assustada. Ergo o celular na direção dela. — Que aplicativo é esse no meu celular? — Poxa, prima! Que susto. Achei que fosse um ladrão ou algo assim… Dou um passo na direção dela. — Explica agora, Aurora. Ela aponta para o próprio corpo molhado. — Eu estava no banho, olha meu estado! Te explico depois! Sai correndo, rindo, e se tranca no banheiro. — Só estou tentando te ajudar, Serena! — grita antes de ligar o chuveiro. Me ajudar? Ela só pode estar brincando. A campainha toca. Abro a porta. É Olívia, chegando com Dona Griselda — uma mãe que a vida me deu. — Mamãe! Ouvi os gritos da Aurora do outro lado da rua! Ela entra como um furacão. Sorrio. — Obrigada, Dona Griselda. Estava correndo atrás de emprego. — Conseguiu, minha filha? Sempre que precisar, eu busco ela na escola. — Muito obrigada. Amanhã tenho uma entrevista. Ela sorri e se despede. Olívia deixa a mochila no quarto e corre para a mesa. Começo a servir o almoço. Mas, enquanto coloco o arroz no prato dela… Meu olhar volta para o celular sobre o balcão. O tal aplicativo continua ali. Instalado. Esperando. E, pela primeira vez em muito tempo… Eu me pergunto se recomeçar talvez não seja só sobre emprego. Naquela noite, depois que Olívia adormece e Aurora finalmente sai do banheiro com um discurso pronto sobre “liberdade emocional”… Eu pego o celular. Só para olhar. Só para entender. O aplicativo se chama Veil. Perfis anônimos. Sem fotos obrigatórias. Sem sobrenomes. Um véu. Respiro fundo. Se é para recomeçar… que seja sem rosto. Crio um perfil. Nome: Lunarise. Sem descrição. Sem expectativas. Quase desligo o celular. Quase. Uma notificação surge. IronVeil curtiu seu perfil. Meu coração acelera por um motivo ridículo. Eu nem entrei direito. Engulo seco. Talvez amanhã eu comece um novo emprego. Mas, pelo visto… Hoje eu comecei outra coisa. E não faço ideia de qual delas vai mudar mais a minha vida. POV Enzo Encaro o computador, finalizando mais um contrato — agora para uma nova babá. A quarta. Em quinze dias. A porta se abre. Joseph entra acompanhado de Peter. Tiro os óculos lentamente e encaro os dois. — O que foi dessa vez? — suspiro. Peter toma a frente. — Enzo… o Joseph veio se desculpar. Acabei de buscá-lo no colégio. Ele foi suspenso. Levanto bruscamente e me aproximo. — Outra vez, Joseph? Qual é o seu problema? Antes que ele responda, a porta se abre novamente. Ela entra. Minha mãe. A mulher que ainda comanda esta casa… e, às vezes, a mim também. — Peter, leve Joseph para o quarto. E me deixe sozinha com meu filho. — Mãe… — Cale-se, Enzo! Ainda estou viva e lúcida. Sou sua mãe. Me respeite. Meu maxilar trava. Joseph sai em silêncio. A porta se fecha. Ela suspira e me encara. — Primeiro, não grite com o menino. Eu odeio gritos. Você está ficando parecido com seu pai… — Eu puxei a força dele. — E a inconsequência também. Silêncio. As palavras pesam. — Filho… ele é só uma criança confusa. Perdeu os pais em um acidente. Só tem você… e a mim. Ele precisa de apoio. — Ele precisa de limites. Caminho até a mesa, pego o contrato e entrego a ela. — É a quarta babá em quinze dias. Eu não consigo cuidar dele e da empresa ao mesmo tempo. Eu amo meu sobrinho… mas está difícil. — Nós vamos conseguir. Só precisamos de tempo e paciência. — Ou terapia. Ela não responde. Caminha até a porta. Está difícil para ela também. Perdemos meu pai há um ano. Minha irmã, há seis meses. E agora temos Joseph… tentando lidar com o que sobrou. Ela fecha a porta. Me jogo no sofá do escritório e passo a mão no rosto. O celular vibra no bolso. Pego o aparelho. — Que aplicativo é esse? Veil? Abro. Perfil anônimo. Claro que é coisa do Peter. Até parece que eu vou entrar em namoro virtual. Reviro os olhos. Deslizo a tela sem interesse. Até que meus olhos param. Sem foto. Sem descrição. Só um nome. Lunarise. Algo nesse silêncio me instiga. A porta se abre de repente. Me distraio. Meu dedo escorrega na tela. Match. — Enzo, o Joseph já dormiu… — Peter para no meio da frase. — Que cara é essa? Viro o celular para ele. — É coisa sua, né? Ele levanta as mãos em rendição. — Sim. Mas, para minha defesa, foi ideia da sua mãe também. Você precisa namorar, meu amigo. Está chato demais. Solto uma risada seca. — Eu posso ter quem eu quiser. Para que aplicativo anônimo? — Porque mistério te fascina. E você sabe disso. Olho novamente para o nome na tela. Lunarise. Será que eu realmente pisaria em algo assim? Virtual. Sem rosto. Sem controle. A notificação surge. Nova mensagem recebida. Meu coração não acelera. Mas minha curiosidade, sim. Talvez eu não esteja procurando alguém. Talvez eu só esteja procurando… distração. Ou talvez… eu esteja prestes a encontrar algo que não posso controlar.POV SerenaDias depois…— Olivia, vamos! Preciso arrumar o Joseph também!Ela resmunga e levanta, indo para o banheiro.Hoje faz um mês que estou aqui.Trabalhando bastante.Indo para casa apenas nos finais de semana.Não vejo meu chefe há dias.Ele sempre sai antes de eu acordar…E chega quando já estou dormindo.Parece estar me evitando depois da nossa última conversa.Pensei que tínhamos nos resolvido.Olivia sai do banheiro e eu a ajudo a vestir o uniforme da escola.Ela e Joseph viraram praticamente melhores amigos.— Filha, toma seu café na cozinha com as meninas. Vou arrumar o Joseph.— Mãe… posso tomar café com o Joseph? A Dona Katherine deixou…— Não, Olivia. Não abuse da boa vontade das pessoas… anda!Ela sai bufando em direção à cozinha.Subo rápido para acordar Joseph.Após ajudá-lo a se arrumar e organizar a mochila, ele desce para tomar café com a avó.Enquanto preparo a lancheira dele e a de Olivia, alguém pega a maçã da minha mão.Me viro.Peter.Sorrindo como sempre.
POV SerenaMeu coração está acelerado.Bate tão rápido que estou a ponto de uma síncope.Levo a mão ao peito, respirando fundo.Esse homem mexe com todos os meus sentidos. Nunca senti isso… nem mesmo com Oliver.Joseph sai do banheiro e me olha sorrindo.— Vamos?Me recomponho, ajeito o cabelo e saímos para a garagem.O motorista da casa auxilia Joseph a entrar no carro.— Tchau, meu menino. Até mais tarde! Boa aula!Ele acena animado e o carro sai.Observo em volta a quantidade de carros luxuosos na garagem.É impressionante tudo isso.Uma mão toca meu ombro lentamente.Me viro rápido.— Calma… sou eu. Desculpa se assustei.Peter.— Serena, podemos conversar?— Tem que ser agora? Estou apressada com minhas coisas. Preciso ir em casa fazer a mudança…Ele sorri, meio tímido, suspirando.— Prometo que será rápido.— Então pode falar.Sua mão toca na minha e ele me guia até um banco próximo.Os olhos dele procuram os meus de uma forma carinhosa e doce.— Desculpa… eu sei que estou sendo
POV SerenaAbro os olhos lentamente e me espreguiço.A luz do sol invade o quarto de hóspedes.Pego o celular e vejo que ainda é bem cedo.Envio uma mensagem para Aurora, pedindo para levar Olívia à escola. Mais tarde passo para buscar minhas coisas e ela.Levanto e vou direto para o banheiro.Tomo um banho rápido e sigo apressada para o quarto de Joseph.Quando entro, ele ainda dorme.Aproximo-me da cama e beijo sua testa.— Bom dia, mocinho. Vamos levantar? Hoje temos aula…Ele abre os olhos devagar e sorri quando me vê.— Bom dia, moça bonita! Vai me acordar todos os dias?Sorrio.— Enquanto eu estiver aqui, sim.Ele levanta animado e começo a ajudá-lo a se arrumar para a escola.Depois que termina de se vestir, pega a mochila e a lancheira.Descemos para a sala de jantar.Joseph senta animado enquanto arrumo seu café da manhã.— Come tudo, Joseph. Vou preparar sua lancheira na cozinha.— Moça bonita… por favor, não coloca maçã. Não aguento mais levar isso.Seguro o riso.— Quem fa
POV SerenaHoras mais tarde…Já estou em casa, me preparando para trabalhar a noite toda.Aurora está na cozinha fazendo pipoca.Vai ficar com Olívia para mim.— Prima… a casa é muito grande?— Aurora… é uma mansão imensa. Cheia de cômodos, corredores, janelas enormes…— E o seu quarto? Gostou?— Gostei. Vai ser confortável para mim e para Olívia… e a Dona Katherine parece ser uma ótima pessoa.Aurora me encara segurando o riso.— Conheceu a sogrinha?Reviro os olhos.— Para com isso. Sou funcionária naquela casa.Ela ri e vai para a sala com a pipoca.Me despeço das duas.Olívia está tão animada com a noite de cinema que mal percebe que estou saindo.E isso me tranquiliza.…Chego à mansão de táxi.Meu carro não é confiável o suficiente para depender dele à noite.A governanta me leva até o quarto de Joseph.Assim que a porta se abre—— Você chegou! Até que enfim!Ele corre até mim.— Olha o que comprei pra gente montar!Sorrio.Sentamos no tapete com um quebra-cabeça gigante.Enqua





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