Mundo de ficçãoIniciar sessãoMeu Chefe, Meu Pecado Serena Bennett jurou nunca mais se envolver com homens poderosos. Mãe solteira, determinada e acostumada a lutar sozinha, ela só queria proteger sua filha e reconstruir a própria vida. Mas tudo muda quando ela cruza o caminho de Enzo Velmont. Bilionário. Arrogante. Irresistível. O homem que deveria ser apenas seu chefe se torna sua maior tentação. Entre segredos, mentiras e uma paixão impossível de controlar, Serena e Enzo mergulham em um romance intenso que desafia todas as regras. Porém, quando verdades enterradas por décadas vêm à tona, eles se veem no centro de uma guerra perigosa envolvendo máfias, traições e vinganças. Separados pelo destino, unidos por um amor que se recusa a morrer, eles precisarão enfrentar inimigos poderosos e descobrir se alguns sentimentos são realmente capazes de renascer das cinzas. Porque às vezes o maior pecado não é amar... É sobreviver sem quem se ama. 🔥 Tropes: • Chefe x Funcionária • Bilionário Possessivo • Mãe Solteira • Slow Burn • Segunda Chance • Máfia Italiana • Segredos de Família • Identidade Secreta • Amor Proibido • Ele se apaixona primeiro • Ela é o ponto fraco dele • Reencontro
Ler mais— Vai, mais forte...
— Xi, querida, alguém pode ouvir... O som do amor veio da sala e eu fiquei parada na porta. Estes são: meu noivo Jonas e minha meia-irmã Layla transando no meu jantar de noivado. E eu, Izobelle Cunis, a noiva, estou vendo a cena mais aterrorizante da minha vida. Você pode acreditar, neste momento, no salão abaixo de nós, está cheio de pessoas comemorando minha felicidade. À minha felicidade!!! Engulo a bile que amargava minha boca. Claro, como nunca prestei atenção nisso? Idiota que sou. Olhando para o passado... que passado nada. Olhando até vinte minutos atrás, eu podia ter visto a troca de olhares, como eles saíram de fininho, como Layla me tratava, tanto na presença dele quanto na ausência. Peguei meu telefone e filmei o restante da traição dos dois. Eu estava tremendo, então tenho certeza de que o vídeo vai sair tremido também. Minha garganta apertava e meu estômago estava embrulhado. — Ai, amor, isso, eu estou... — Eu te amo, Layla. E assim eles terminaram. — Vou ao banheiro. Você desce e começa a andar pelo salão para que todos te vejam. — Tudo bem, querido. Sabe, já estou de saco cheio de você com essa história. Por que não larga ela e assume nosso amor? Ele foi até ela e deu um beijo nos lábios dela. Sabe, ele nunca me beijou assim. — Você sabe que não posso. O senhor Beneditt virá à cidade e preciso dela para receber uma grande oferta para minha empresa. Uma grande oferta! Agora tudo faz sentido. Nunca fui tão importante aos olhos dele. Eu, Izobelle Cunis, diretora executiva das indústrias AB Ltda., a maior empresa têxtil de Withevallen, norte dos Estados Unidos. Alexander Beneditt, dono da empresa, virá ao país e, esta semana, em uma das reuniões, eu apresentaria Jonas para o dono da empresa. E com certeza iríamos fechar um grande negócio. Três anos e foram assim, jogados fora. Está certo que nesse tempo todo, eu e Jonas nunca passamos para a fase final do nosso relacionamento. Sabe por quê? Talvez fosse somente minha autopreservação me dizendo para não fazer sexo com ele, me dizendo que ele não era o meu par ideal. Desço as escadas ainda tremendo, coração pulsando e uma raiva incontrolável. Mas uma decepção tão grande. — Izobelle, onde você estava? Escuto a voz áspera do meu pai. — Eu... eu estava... Olho para ele, branca. — O que está acontecendo com você? Meu pai, Austin Cunis... Sabe, houve uma época em que eu era feliz. Antes da minha mãe morrer, eu era uma filha amada, uma filha protegida. Meu pai era meu ídolo, meu herói. Mas tudo mudou em uma tarde fria de novembro. Mamãe morreu. Eu só tinha oito anos. Ele passou a trabalhar dia e noite e entrou em uma grande depressão. As pessoas diziam que ele morreria em questão de meses, já que ele e minha mãe eram muito apaixonados. Mas um dia apareceu Helga, com suas três filhas idiotas. Um dia eu tinha um quarto, uma casa, um pai que, mesmo ausente, ainda era meu pai. E, de repente, não tinha mais nada. Fui jogada para o sótão quando a filha mais velha precisava de quarto porque já estava mocinha. Minhas roupas já não eram minhas, porque tínhamos que dividir. Minha casa já não me pertencia. Tudo mudou. Até meu pai mudou. — Izzy, seja uma boa menina e aceite sua madrasta. Ela faz tão bem para o seu pai. — Izzy, não seja malcriada e deixa seu quarto para suas irmãs. — Izzy, você não precisará dessa roupa. Sua irmã sim. Há dezesseis anos é assim. Sempre sou a terrível Izzy, que vê a madrasta má, enquanto ela faz o pai feliz. — O que foi, querido? A voz de Helga invade minha mente. — Não sei, ela está assim... esquisita. Olho para as escadas e Layla descia sorridente. Minha cabeça gira e vejo lá em cima, no canto, ele olhando para baixo. Endireito minha coluna e arrumo minha aparência. — Nada, papai. Só preciso de água. Falo e saio de perto. O perfume doce de Helga me deixa enjoada. Mas, antes de passar por ela, ela segura meu braço, apertando tão forte que tenho certeza de que vai ficar roxo. — Seu pai gastou uma grana com esse seu jantar de noivado, então não estrague. Se não, eu acabo com você. Ela diz, e eu puxo meu braço, onde suas unhas o arranham. Como posso ter deixado minha vida tomar esse rumo? Conheci Jonas na universidade. Eu trabalhava em três empregos para me sustentar, enquanto as minhas irmãs tinham a universidade paga. Um dia esbarrei em Jonas no corredor, trocamos flertes e beijos durante um ano e aceitei namorar com ele. Quando entrei na AB como a melhor formanda, em um estágio, fiquei feliz. Ele também. Pensei que tinha encontrado o amor da minha vida, uma forma de sair de casa, já que meu pai dizia que filha não mora sozinha sem se casar. Dois anos, três anos... e nunca deixei ele avançar para a parte dois. Agora sei por quê. Lá dentro de mim, eu sabia o porquê. — Oi, querida. Ele beija minha bochecha e meu estômago repugna novamente. Olho para ele e sorrio. — Oi. Ele olha para mim e coloca a mão na minha testa. — O que está acontecendo? Você está pálida. Balanço a cabeça e engulo uma dose de tequila — que eu paguei. Ao contrário do que Helga disse, eu paguei por tudo isso. É uma pena ter que acabar com tudo. — Jonas, acho que Izzy bebeu muito. Layla chega sorrindo, com seus dentes brancos como a neve. Sorrio de volta. — Tão preocupada comigo, irmãzinha. Fico tão grata. Falo, forçando minha voz. E ela me olha, estranha. — O que foi? Você não é minha irmãzinha... Ah, me esqueci. Você não é. Simplesmente já havia nascido quando Helga apareceu na minha casa com vocês. Sem pai, sem teto e sem dinheiro. Minha pequena vingança por todos os anos em que elas diziam que minha mãe se matou porque não aguentou ver minha cara. Virei as costas e fui até o palco que ali tinha. Precisava acabar com isso antes que eu me casasse e perdesse tudo o que conquistei sozinha. — Atenção... Bati no microfone, que chiou em estática, fazendo todos se assustarem. Eu não estava bêbada. Estava com raiva. — Boa noite a todos. Bem, quero agradecer a todos por virem nos prestigiar. Quero chamar meu noivo ao palco. Acenei para o desgraçado que olhou para mim. Jonas era bonito, tinha um metro e setenta, cabelos pretos e olhos castanhos, pele branca e era magro. Não fazia meu coração palpitar. Acho que nunca fez. É a vontade que eu tinha de sair da casa do meu pai e viver minha vida que me levou a isso. Mas não faz mal! Vou dar-lhe sua grande oferta! AGORA MESMO!!!POV: EnzoFiquei horas decidindo o que fazer.Ir a esse encontro… ou simplesmente desmarcar.O medo me consumia.Eu ainda estou ferido. E não quero que ela se confunda… não comigo.Enquanto me arrumo, penso em Serena.Minha mente insiste em lembrar: eu já perdi o amor uma vez.— Melhor eu não ir… — sussurro.Paro diante da porta.Hesito, a mão pairando sobre a fechadura.Respiro fundo.— Vamos… eu preciso ver o rosto da mulher que está me ajudando tanto.Saio do quarto, coloco o celular no bolso e sigo caminhando até a Torre Eiffel.Meu hotel é perto, mas cada passo parece mais pesado do que o normal.Meu coração acelera.Um pressentimento estranho me invade… como se algo estivesse prestes a acontecer.Chego ao local combinado.Ninguém.Encosto na parede e observo a torre em silêncio, iluminando a noite como um sonho distante.Um rapaz se aproxima e me oferece uma rosa.Dou um sorriso de canto e compro.Talvez seja melhor não chegar de mãos vazias.Seguro a rosa e olho ao redor novame
POV SerenaDias depois…Eu estou a ponto de enlouquecer.Vinte dias.Vinte dias sem ver o homem que eu amo.Vinte dias fingindo estar morta…enquanto falo com ele todos os dias.Sem poder dizer quem eu sou.Sem poder dizer que estou viva.E o pior…Ele está mudando.Cada mensagem…mais fria.Mais distante.Como se estivesse aprendendo a viver sem mim.Meu peito dói.Porque só eu sei a verdade.Olívia e Joseph estão dormindo.Eles se apegaram muito ao senhor Lorenzo.Talvez seja a ausência do Enzo.Talvez seja só dor.Criança sente tudo.Mesmo quando não entende.Desço para a biblioteca.O silêncio dessa casa me sufoca.Grande demais.Vazia demais.Vou até a poltrona.Sento.Pego o celular.Respiro fundo.Abro o VEIL.Mensagem nova.Meu coração dispara.“Luna… eu não aguento mais essa dor no meu peito.”Levo a mão à boca.A lágrima vem na hora.— Eu também não aguento… — sussurro.Minha voz falha.Queria poder atravessar essa tela.Queria poder abraçar ele.Dizer que estou aqui.Que nu
POV SerenaJá faz alguns dias.E, de alguma forma…a vida aqui continua.As crianças se adaptaram melhor do que eu imaginei.Joseph está radiante.Descobrir que o avô está vivo…ter alguém ali… presente…preencheu um espaço nele.Já Olívia…é diferente.Ela sente.Sente falta da Aurora.Do Enzo.Até do Peter.Pra ela…é mudança demais em pouco tempo.E eu entendo.Porque eu também sinto.Muito mais do que consigo demonstrar.Estou sentada na varanda.Uma xícara de chá quente entre as mãos.Observando eles brincarem no jardim.Os cachorros correm ao redor deles.A cena é linda.Quase perfeita.Se não fosse a dor aqui dentro.Sempre presente.— Pensando muito?A voz do senhor Lorenzo me traz de volta.Ele se aproxima.Calmo.Controlado.Como sempre.Segura uma xícara de café em uma mão…e um envelope na outra.Ele me entrega.— Eu quero te dar um pouco de alívio.Franzo a testa.— E isso significa…?Um leve sorriso surge no rosto dele.— Que eu confio em você.Olho para o envelope.Meu
POV SerenaO avião pousa.Respiro fundo.Ainda atordoada.As crianças seguram minhas mãos.Descemos juntas.Olho ao redor.Leio a placa.Toscana.Franzo a testa.— Não… — sussurro — não era Sicília…Meu coração acelera.Algo está errado.Sinto uma mão no meu ombro.Me viro assustada.— Senhorita Serena?O homem é sério.Frio.— Sim… — respondo hesitante — onde está o Peter?— Quando chegar, vai entender.Frio na espinha.— Vamos?Olho para as crianças.Respiro fundo.Assinto.Entramos no carro.O caminho é longo.Silencioso.As crianças acabam dormindo no meu colo.Mas eu…Não consigo fechar os olhos.A paisagem muda.Fica mais bonita.Quase irreal.Vinhedos.Campos.Uma casa enorme ao fundo.Uma mansão.O carro para.Saio devagar.Meu coração dispara.Algo não está certo.Vou até o homem.— Preciso de ajuda com as crianças… e o Peter?Silêncio.— Moço?Nada.Um arrepio percorre minha espinha.Um homem se aproxima.Elegante.Imponente.Rodeado de seguranças.Meu instinto grita.Perigo










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