Narrado por Leonid Raskolnikov
As luzes do hospital ardiam como faróis trêmulos em meio à tempestade. A cada segundo, o monitor cardíaco de Zalea cortava o silêncio como uma navalha — seco, impiedoso. Os dois berços transparentes na UTI Neonatal, sob a vigília constante de máquinas, pareciam relicários frágeis. Dentro deles, repousavam não apenas meus filhos, mas tudo o que ainda me restava de fé, humanidade e temor.
Ela ainda estava desacordada.
E eu… eu era um homem suspenso. Entre a raiva e