Narrado por Zalea Baranov
Acordei mergulhada em um silêncio espesso, como se o mundo houvesse sido mergulhado em névoa. O teto branco do quarto do hospital parecia distante, quase irrelevante diante da pressão que apertava meu peito. Não era dor… era ausência. A ausência de tudo que eu sabia, de tudo que lembrava.
Por um instante, pensei estar morta.
Tentei me mover, mas meu corpo parecia feito de vidro rachado — sensível, prestes a quebrar a qualquer toque mais forte. Foi então que meus dedos