Narrado por Leonid Raskolnikov
Ela passou as mãos pelo meu pescoço, seus dedos roçando minha pele como se quisessem memorizar cada centímetro.
Seus olhos buscavam os meus com a ousadia de quem se despede do medo.
Beijou-me com a lentidão de um poema antigo, e sua boca tinha o gosto do inverno prestes a se render à primavera.
— Don… — sua voz era uma prece abafada, e eu a senti vibrar contra meus lábios. — Eu tenho vontade de fazer algo…
Inclinei o rosto, observando-a com a cautela de quem toca