Narrado por Zalea Baranov
Eu não deveria ter ido.
Sabia disso antes mesmo de cruzar a porta, quando ainda sentia o zíper do vestido arranhando minha coluna e o peso do olhar de Dione deslizando por minhas costas como veneno. Vestido vermelho. Seda justa. Um espetáculo montado para os olhos do mundo — e para alimentar o orgulho podre de Ivan Baranov.
Mas por dentro, eu sangrava.
Cada passo que dei naquela noite foi um ato de desobediência silenciosa. Porque mesmo presa em salto alto, mesmo enver