Narrado por Dione Baranov
Havia algo de melancólico em ver Zalea tão quieta, encolhida na penumbra da sala como um segredo não revelado. A luz rarefeita projetava sua silhueta sobre as paredes, um vulto de incerteza e fragilidade, como se o próprio tempo hesitasse em tocá-la. Ela parecia feita de vidro naquela noite — rachada, prestes a se partir, mas ainda sustentando a forma com um orgulho que apenas as mulheres condenadas à obediência conhecem.
Talvez por isso eu a entendesse tanto. Porque e