Narrado por Leonid Raskolnikov
Sentei-me em minha cadeira de couro negro, onde o tempo parece sempre pesar mais.
A madeira polida da mesa de mogno refletia o brilho da tela à minha frente —
e nela,
o vulto de Zalea Baranov.
Uma imagem capturada em silêncio durante a última reunião da máfia.
Um instante congelado, mas que berrava por socorro.
Ela tentava esconder os braços, os punhos envoltos pelo tecido fino do vestido.
Mas eu vi.
Vi os hematomas emoldurando sua pele clara,
como a caligrafia de