Narrado por Zalea Baranov
Eu ainda não havia voltado.
Meu corpo, talvez, estivesse ali. Mas minha alma flutuava entre mundos — entre o que eu fui e o que quase deixei de ser.
Era como dormir dentro da própria morte, como repousar num abismo em que o tempo não existia. Mas havia vozes. Vozes distantes como orações em ruínas, como sussurros feitos dentro de igrejas desertas.
Leonid.
A sua voz foi a primeira a furar o véu do esquecimento.
— Ela vai ficar bem… ela vai… por favor…
Ele chorava. E Le