Lyria atravessou a passagem sem olhar para trás.
Não porque não sentisse medo, mas porque compreendia, com uma clareza dura e irreversível, que certos caminhos deixam de existir no instante em que se entende demais. A escuridão à frente não era total; havia nela uma densidade viva, como se o próprio espaço estivesse em alerta. Cada passo ecoava de forma irregular, não como som, mas como intenção.
O ar tornava-se mais quente à medida que avançava, carregado de um cheiro metálico, antigo, semelha