Lyria acordou com a sensação incômoda de que algo dentro dela havia mudado durante a noite. Não era dor. Não era medo. Era um vazio diferente, silencioso, como se uma parte essencial tivesse sido deslocada sem pedir permissão. O teto de pedra acima de sua cabeça parecia mais baixo, mais pesado, como se o mundo estivesse lentamente se inclinando sobre ela.
O ar estava frio. Não o frio comum das cavernas profundas, mas um frio que parecia nascer de dentro da própria rocha, carregado de memória e